Brasileiro passa mais tempo conectado do que descansando

Brasileiro passa mais tempo conectado do que descansando

Sthefano Cruvinel
Sthefano Cruvinel
Redes Sociais
17 Jun 2025
Brasileiro passa mais tempo conectado do que descansando
  • Brasileiro fica 9h32 por dia conectado à internet em telas
  • Uso de telas supera o tempo médio de sono no país
  • Redes sociais e IA ampliam desafios da vida digital

O brasileiro está entre os povos mais conectados do mundo. De acordo com Sthefano Scalon Cruvinel, CEO da EvidJuri, o país alcançou a marca impressionante de 9 horas e 32 minutos diários de uso de telas. O dado faz parte do relatório Digital 2024, produzido pelo Data Reportal, e revela que a população já passa mais tempo no digital do que dormindo.

Esse número supera o tempo médio de sono recomendado, que fica entre sete e oito horas. Assim, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking global, ficando atrás apenas da África do Sul, que registra 9 horas e 38 minutos por dia.

O estudo mostra que 57% do tempo em que o brasileiro está acordado é gasto na internet. O país aparece na frente de potências como Estados Unidos (6h59), Índia (6h23) e China (5h25). E o contraste fica ainda mais evidente quando olhamos para o Japão, onde a média é de apenas 3 horas e 45 minutos diários.

Esse cenário prova que não existe relação direta entre desenvolvimento tecnológico e tempo de tela. Na prática, o excesso parece estar muito mais ligado a fatores culturais, sociais e comportamentais do que à infraestrutura digital.

Redes sociais e streaming dominam a atenção das telas

O relatório também aponta que, além de navegar, o brasileiro é um usuário voraz de redes sociais. Cada pessoa acessa em média 8,4 plataformas diferentes por mês, ficando logo atrás da Índia, com 8,7.

Entre os aplicativos mais utilizados estão WhatsApp, Instagram e Facebook, que lideram com folga. Além disso, 64% dos brasileiros que usam smartphones possuem pelo menos uma assinatura de streaming. Só nas redes sociais, o brasileiro passa cerca de 4 horas diárias, o que representa quase metade do tempo total online.

Para Sthefano Scalon, a situação tende a ficar ainda mais desafiadora nos próximos anos. A popularização da inteligência artificial e a produção de conteúdos altamente personalizados devem tornar ainda mais difícil desconectar-se das telas.

Plataformas digitais estão investindo pesado em algoritmos que prendem a atenção, o que pode gerar impactos ainda maiores na saúde mental, produtividade e vida social.

Regulação e educação digital já são urgentes

Diante desse quadro, medidas regulatórias começam a surgir no Brasil. A Lei nº 15.100/2025, por exemplo, já restringe o uso de celulares e dispositivos portáteis em escolas da educação básica. O objetivo é preservar o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, além de proteger o tempo dedicado ao aprendizado.

Por outro lado, especialistas defendem que não basta regular. É preciso incluir educação digital nas escolas, promover campanhas de bem-estar tecnológico e criar políticas públicas que ajudem a sociedade a usar a tecnologia de forma consciente e equilibrada.

Desafio da década: equilibrar vida digital e bem-estar

O alerta é claro. O Brasil vive um dos maiores desafios da era moderna: conciliar um mundo cada vez mais digital com saúde, produtividade e qualidade de vida. Segundo Sthefano, essa será uma tarefa urgente e inevitável para as próximas gerações.

Fonte: Tech2

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