Mesmo com assinaturas suficientes para a criação de comissões parlamentares de inquérito, a apuração do escândalo envolvendo o Banco Master enfrenta forte resistência nos bastidores do Congresso Nacional. O movimento é liderado por setores do Centrão, que atuam para postergar ou esvaziar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) diante do risco de que uma investigação parlamentar exponha uma rede extensa de relações políticas e jurídicas mantidas pelo fundador e CEO da instituição, Daniel Vorcaro.
Embora haja apoio formal à investigação entre parlamentares de todos os campos, da oposição, do próprio Centrão e até entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a disputa deixou de ser pela coleta de assinaturas — etapa já superada — e passou a se concentrar no controle do escopo, do ritmo e do momento político das apurações.
Hoje, há ao menos três requerimentos prontos para a criação de CPIs: um na Câmara dos Deputados, um no Senado Federal e outro para uma comissão mista entre as duas Casas do Legislativo. Ter o apoio mínimo, no entanto, não obriga a instalação dos colegiados. Os presidentes das Casas não têm prazo regimental para dar andamento aos pedidos, o que permite que, havendo acordo político, as CPIs simplesmente não saiam do papel.
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